RESUMO CRÍTICO DO LIVRO: O ATO CONJUGAL, O QUE O SEXO SIGNIFICA PARA A MULHER.


LAHAYE Tim e Beverly, Valney Paz Ribeiro Júnior*, O Ato Conjugal, Editora Betânia, 8ª Edição, Tradução de Myriam Thalitha Lins, Belo Horizonte, MG. 1989, P. 38 a 49.


     Há uma boa notícia da atual situação deste assunto em relação ao passado. Os homens Cristãos de hoje estão mais capacitados em fazer as suas respectivas esposas felizes do que os de antigamente. Isto porque a quantidade de material disponível hoje é extensa e a orientação das Igrejas e de seus pastores está fundamentada em Efésios 5:25 que ordena que o homem ame a esposa da mesma forma com que Cristo amou a igreja e se entregou por ela.
     Há, ao menos, cinco pontos importantes que precisam ser considerados para que se tenha uma ideia clara do que o sexo significa para a mulher, são estes pontos principais a satisfação do senso de feminilidade, a segurança de ter o amor do marido, a satisfação do seu instinto sexual, o relaxamento para o sistema nervoso e a melhor experiência frequente de sua vida.

Nós os cristãos, não concordamos com todas as conclusões humanísticas que elas oferecem, mas nunca poderíamos negar a importante verdade de que a felicidade duradoura é impossível sem que o indivíduo aceite a si mesmo. Isso se aplica também à mulher casada. Se ela se considera um fracasso na cama, terá dificuldades em aceitar sua total feminilidade.”

Dentre os diversos ensinamentos que as publicações classificadas como de autoajuda oferecem e que os cristãos não devem atentar, o que afirma que o ser humano precisa aceitar a si mesmo é digno de aceitação, pois, muitas mulheres hoje vivem dilaceradas pela baixa estima, seja por causa de seus complexos, ou muitas vezes de palavras duras que recebem de outros. Alguns esposos não medem as palavras, dizem que a esposa está gorda, feia, ou magra, palavras que retratam a impressão que possuem em relação à companheira, mas que deixam as esposas sem estímulo na área sexual pelo fato delas aceitarem como verdade a opinião dos maridos e passarem a enxergar a si mesmas da maneira que ouviram. Os homens agem desta maneira porque quando o relacionamento sexual com suas respectivas esposas não é bom, eles não escondem, demonstram claramente, e esta frustração na área sexual para a mulher influencia diretamente seu desempenho em outras áreas de sua vida, pois, é o sexo que satisfaz o senso de feminilidade dela.
Toda mulher com toda certeza quer ser bem amada, e o sexo para elas é uma das melhores maneiras de sentir o amor de seu companheiro, porém, elas apreciam cinco tipos de amor segundo Tim e Beverly: O Amor-companheirismo, o amor compassivo, o amor romântico, o amor carinhoso e o amor passional. Essa diferenciação dos tipos de amor são na verdade as necessidades da mulher, elas apreciam o companheirismo, a companhia do esposo, uma boa conversa, não gostam de estar sozinhas. As mulheres também querem ser tratadas da maneira como tratam seu esposo e filhos, de receber a compaixão que tanto dá em todos os momentos da vida deles. A mulher sempre está ao lado na hora das enfermidades, dos sofrimentos, é cheia de compaixão e espera receber o mesmo do esposo. Outro elemento importante é o romantismo, é interessante que muitos homens têm a capacidade de realizar proezas para conquistar sua mulher, porém, fazem poucas coisas semelhantes após o casamento e isso frustra as mulheres como os Lahayes escreveram:

“As mulheres são românticas. Escondido no coração de cada menina (mesmo depois que ela cresce) existe aquela imagem do príncipe encantado vindo ao seu encontro num cavalo branco, para despertar a princesa com o primeiro beijo de amor. Por esta razão ela precisa de gestos românticos, flores, música, iluminação difusa, jantar fora e muitas outras coisas.”

As mulheres querem ser tratadas com carinho, querem ganhar flores, querem que o esposo seja cavalheiro, que abra a porta do carro para ela, que pense nela enquanto está na rua e lhe tragam algo como prova desta lembrança, isso ela nunca vai deixar de sentir falta, nunca será demais para ela.
O sexo satisfaz o instinto sexual da mulher. Ela não tem o impulso sexual igual ao do homem, é menor, mas não inexiste. Esse impulso feminino aumenta principalmente antes, durante e logo depois do período menstrual. É fato também que o interesse da mulher pelo sexo aumenta com o passar do tempo, quando ela aprende a responder as iniciativas do marido, pois, ela vai ficando mais desinibida com o passar dos anos. As lembranças dos bons momentos que viveu com seu esposo na área sexual também aumenta o desejo dela pelo ato conjugal.
Deve-se também atentar para a relação que existe entre os órgãos reprodutores da mulher e o sistema nervoso, assim como ocorre com os homens, pois, o sexo proporciona-lhes também um relaxamento no sistema nervoso. O que leva a concluir que geralmente mulheres frígidas tendem a ser nervosas.

“Quando o amor conjugal é adequadamente consumado até o orgasmo, proporciona a mulher a mais empolgante experiência da vida.”

            Simplesmente não existe nenhuma outra experiência vivida pelo homem ou pela mulher que se compare ao ato conjugal. Não importa a que classe social, raça ou cor estes pertença, nenhuma experiência é tão marcante como o sexo após o casamento. Deus em sua eterna sabedoria criou o homem com esta capacidade de sentir prazer com a sua companheira, o que garante a manutenção do amor de ambos, um pelo outro durante uma eternidade.

  

Bibliografia:

·         LAHAYE Tim e Beverly, O Ato Conjugal, Editora Betânia, Belo Horizonte, MG, 1989.